O Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS) oferece ensino, pesquisa e atendimento especializado gratuito em Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Pediatria na Região Norte.
O Atlas Brasileiro Online de Doenças Raras é um serviço da Rede Nacional de Doenças Raras. Ele foi criado para disseminar informações sobre epidemiologia, quadro clínico, recursos diagnósticos e terapêuticos usados, e custos relacionados a doenças raras de origem genética e não genética no Brasil.
As doenças raras podem ser definidas como aquelas que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2.000 indivíduos. No Brasil, estima-se que cerca de treze milhões de pessoas possuem alguma doença rara.
Após coletar, armazenar, processar e analisar os dados provenientes do projeto Rede Nacional de Doenças Raras, produzimos e publicamos estudos científicos para revistas e conferências científicas nacionais e internacionais.
Portanto, bem-vindo(a) a nossa lista de publicações. Essas publicações científicas representam um esforço contínuo para o entendimento e a explicação de fenômenos na área das doenças raras.
Esses esforços visam fornecer subsídios úteis e relevantes para a tomada de decisão baseadas em evidências no campo das doenças raras. Corroborando assim para o cumprimento dos objetivos gerais e específicos deste projeto.
Atendimento de Doenças Raras no Hospital de Clínicas de Porto Alegre: dados do estudo retrospectivo da Rede Nacional de Doenças Raras
Amanda Maria Schmidt, Gabriella Zanin Fighera, Júlia Cordeiro Milke, Mariana Lopes Dos Santos, Victória Machado Scheibe, Betânia de Souza Ponce, Milena Artifon, Bibiana Mello de Oliveira, Têmis Maria Félix
Introdução: As Doenças Raras (DR) acometem até 65 a cada 100.000 indivíduos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Apesar de individualmente raras, integram aproximadamente sete mil doenças. No Brasil, estima-se que mais de 13 milhões de pessoas têm DR, necessitando de tratamento em geral provido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivos: Caracterizar os pacientes com DR atendidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Métodos: Este estudo faz parte do inquérito realizado pela Rede Nacional de Doenças Raras (RARAS). É um estudo descritivo retrospectivo transversal a partir de dados coletados através de revisão de prontuário dos pacientes com DR atendidos no período de janeiro a abril de 2018 no HCPA usando um formulário padrão coletado no RedCap. Resultados: No período, foram atendidos 1026 indivíduos com DR. 71,3% dos participantes tinham diagnóstico confirmado, enquanto 17,2% não tinham diagnóstico e 11,5% apresentavam diagnóstico suspeito. A maioria dos diagnósticos foi etiológico (53,5%), realizado através de teste molecular (52,4%), e teve o SUS como fonte pagadora (78,6%). 93,1% dos diagnósticos foram realizados no período pós-natal. A média de idade de início dos sintomas foi de 12,5 anos. Identificou-se recorrência familiar em 42,8% e consanguinidade em 10,2%. Os diagnósticos mais prevalentes foram Neurofibromatose tipo 1 (6,88%), Fenilcetonúria (4,66%), Doença de Machado-Joseph (3,61%), Doença de Gaucher tipo 1 (2,91%) e Fibrose Cística (2,56%). Dos pacientes, 83,3% realizavam tratamento específico para a DR, sendo medicamentoso (56,3%), de reabilitação (28,1%), dietético (12%) e/ou outros (33,95%) - em sua maioria (71,1%) custeados pelo SUS. 53,2% tiveram internações prévias, com duração média de 5,7 dias (1-51 dias), e 2% dos pacientes evoluíram a óbito no período. Conclusões: Embora o grupo de DR seja heterogêneo, o conhecimento da epidemiologia das DR é essencial. Desta forma, tendo em vista o desafio que tais condições podem representar, tal população deve ser caracterizada, a fim de garantir o gerenciamento bem-sucedido das DR, que compartilham características e desafios comuns, incluindo escassez de informação e conhecimentos, diagnóstico tardio e curso crônico da doença.
ANÁLISE DO FATOR SOCIOECONÔMICO DE PACIENTES COM DOENÇAS RARAS EM UM SERVIÇO DE GENÉTICA CLÍNICA DO RIO GRANDE DO SUL
Lívia Polisseni Cotta Nascimento, Bibiana Mello de Oliveira, João Paz Takeuchi, Rafaella Mergener, Thainah de Carvalho Moraes, Marcela Rodrigues Nunes, Victória Feitosa Muniz, Têmis Maria Félix, Paulo Ricardo Gazzola Zen, et al.
Introdução: Há cerca de 13 milhões de pessoas convivendo com doenças raras (DR) no Brasil. A investigação diagnóstica, o tratamento sintomático, quando há, bem como a prevenção e a reabilitação, oneram financeiramente a família do indivíduo e o sistema de saúde. Apesar das informações sobre DR estarem mais difundidas atualmente, poucos estudos versam sobre o perfil socioeconômico, sendo as evidências muito limitadas. A Rede Nacional de Doenças Raras (RARAS) é um projeto multicêntrico que visa a coleta de dados de pacientes com DR no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Há cerca de 40 centros participantes, entre os quais o Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA), um hospital terciário referência em procedimentos de alta complexidade no Estado. Objetivos: Apresentar o perfil socioeconômico dos pacientes com diagnóstico ou suspeita de DR, atendidos pelo serviço de Genética do HCSA, no período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2024. Métodos: Os dados socioeconômicos foram coletados por meio de entrevista presencial no HCSA conforme questionário sugerido pelo CCEB 2021, como parte da etapa prospectiva do projeto RARAS. Foram incluídos pacientes do SUS, atendidos pelo Serviço de Genética, entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2024, mediante assinatura de termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). Foi utilizado o Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB), versão 2021, para estratificar a população em classes econômicas: A, B, C, D e E. A avaliação é feita com base no somatório de pontuação obtida no questionário padrão que avalia os bens de conforto doméstico por domicílio. Resultados: Foram avaliados 170 participantes, 50% (n=85) do sexo feminino, média de idade 5 anos. A análise demonstrou que 40% dos participantes pertenciam à classe econômica C2, seguido por 25,9% em C1, 14,7% B2 e 0,58% B1. Nenhum preencheu pontuação para a classe A. Entre os 114 participantes que responderam sobre auxílio social, 27,2% (n=31) declararam receber algum benefício social para o paciente com DR e 30,7% (n=35) para a família, sendo possível receber ambos. Somente 38,8% (n=66) dos chefes de família tinham ensino médio completo ou superior incompleto. Apenas 33,5% (n=57) apresentavam diagnóstico confirmado no momento desta análise e o atraso global do desenvolvimento foi o sintoma mais prevalente 27% (n=46). Conclusão: A população atendida consiste, em sua maioria, por pacientes das classes C1, C2 e D-E, cuja renda domiciliar estimada varia entre R$900,00 a 3200,00 reais. Benefícios sociais são frequentemente necessários para arcar com os custos. A maioria dos pacientes não têm acesso a exames diagnósticos. Considerando que as DR envolvem alto custo de investigação, testes diagnósticos e manejo terapêutico, mister se faz políticas públicas diferenciadas visando atender às necessidades dessa população. Abordar esta temática irá permitir um melhor entendimento do contexto da DR no Brasil e auxiliará na tomada de decisão de gestores.
Domingos Alves, Diego Bettiol Yamada, Filipe Andrade Bernardi, Isabelle Carvalho, Márcio Eloi Colombo Filho, Mariane Barros Neiva, Vinícius Costa Lima, Têmis Maria Félix
Abstract Background: A rare disease is a medical condition with low prevalence in the general population, but these can collectively affect up to 10% of the population. Thus, rare diseases have a significant impact on the health care system, and health professionals must be familiar with their diagnosis, management, and treatment. Objective: This paper aims to provide health indicators regarding the rare diseases in Brazil and to create a network of reference centers with health professionals from different regions of the country. RARASnet proposes to map, analyze, and communicate all the data regarding the infrastructure of the centers and the patients' progress or needs. The focus of the proposed study is to provide all the technical infrastructure and analysis, following the World Health Organization and the Brazilian Ministry of Health guidelines. Methods: To build this digitized system, we will provide a security framework to assure the privacy and protection of each patient when collecting data. Systems development life cycle methodologies will also be applied to align software development, infrastructure operation, and quality assurance. After data collection of all information designed by the specialists, the computational analysis, modeling, and results will be communicated in scientific research papers and a digital health observatory. Results: The project has several activities, and it is in an initial stage. Initially, a survey was given to all health care centers to understand the technical aspects of each network member, such as the existence of computers, technical support staff, and digitized systems. In this survey, we detected that 59% (23/39) of participating health units have electronic medical records, while 41% (16/39) have paper records. Therefore, we will have different strategies to access the data from each center in the data collection phase. Later, we will standardize and analyze the clinical and epidemiological data and use these data to develop a national network for monitoring rare diseases and a digital health observatory to make the information available. The project had its financing approved in December 2019. Retrospective data collection started in October 2020, and we expect to finish in January 2021. During the third quarter of 2020, we enrolled 40 health institutions from all regions of Brazil. Conclusions: The nature of rare disease diagnosis is complex and diverse, and many problems will be faced in the evolution of the project. However, decisions based on data analysis are the best option for the improvement of the rare disease network in Brazil. The creation of RARASnet, along with all the digitized infrastructure, can improve the accessibility of information and standardization of rare diseases in the country.
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