O Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS) oferece ensino, pesquisa e atendimento especializado gratuito em Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Pediatria na Região Norte.
O Atlas Brasileiro Online de Doenças Raras é um serviço da Rede Nacional de Doenças Raras. Ele foi criado para disseminar informações sobre epidemiologia, quadro clínico, recursos diagnósticos e terapêuticos usados, e custos relacionados a doenças raras de origem genética e não genética no Brasil.
As doenças raras podem ser definidas como aquelas que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2.000 indivíduos. No Brasil, estima-se que cerca de treze milhões de pessoas possuem alguma doença rara.
Após coletar, armazenar, processar e analisar os dados provenientes do projeto Rede Nacional de Doenças Raras, produzimos e publicamos estudos científicos para revistas e conferências científicas nacionais e internacionais.
Portanto, bem-vindo(a) a nossa lista de publicações. Essas publicações científicas representam um esforço contínuo para o entendimento e a explicação de fenômenos na área das doenças raras.
Esses esforços visam fornecer subsídios úteis e relevantes para a tomada de decisão baseadas em evidências no campo das doenças raras. Corroborando assim para o cumprimento dos objetivos gerais e específicos deste projeto.
Casuística Do Estudo Epidemiológico De Um Serviço De Referência Em Doenças Raras
CAMILA FERREIRA RAMOS, ANGELINA XAVIER ACOSTA, NEY CRISTIAN AMARAL BOA SORTE, MARIANA PACHECO OLIVEIRA NEVES, CATHARINA DE ALMEIDA PASSOS, THUANNE CIDREIRA DOS SANTOS GOMES, JÔBERT PÔRTO FLORÊNCIO, RODRIGO MESQUITA COSTA BRAGA
Introdução: Trata-se de um inquérito de representatividade nacional acerca da epidemiologia, quadro clínico, recursos diagnósticos e terapêuticos empregados em indivíduos com Doenças Raras no Brasil. O Hospital estudado é um dos principais centros envolvidos. Apesar do avanço no diagnóstico, ainda são escassos os dados sobre estas afecções, e tais dados, quando existentes, restringem-se a doenças específicas. Objetivos: Realizar um inquérito acerca dos dados sócio demográficos, quadro clínico, recursos diagnósticos e terapêuticos em indivíduos com DR de origem genética e não genética em um Serviço de Referência em Doenças Raras. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo, com coleta de dados sobre identificação, diagnóstico e tratamento dos pacientes atendidos nos anos de 2018/2019, por meio de revisão de prontuários eletrônicos e físicos. Foram utilizados formulários validados, em banco de dados computacionais com uso de ferramentas em nuvem (InterNuvem-USP). Resultados: A casuística envolveu 1.751 indivíduos, sendo 61,9% com diagnóstico confirmado, 20,1% com suspeita diagnóstica e 18,0% sem diagnóstico. Houve mais de 200 diagnósticos, porém, um grupo de 20 doenças foram responsáveis por quase metade dos diagnósticos, sendo as mais prevalentes osteogênese imperfeita (10,3%), distrofias musculares (4,8%) e síndrome de Turner (4,2%). Houve pequeno predomínio do sexo feminino (51,1%) . A idade apresentou mediana de 15 anos e 96,8% nasceram no Nordeste, sendo que 49,6% residiam na região metropolitana de Salvador- Bahia. Do total, 65,4% apresentaram internação prévia e 0,7% vieram à óbito. Referente ao diagnóstico, 56,9% foi clínico e 43,1% com definição etiológica. A maioria, 96,6% foi diagnosticada após o nascimento e a idade do início dos sintomas obteve mediana de 2 anos. As medianas das idades materna e paterna foram de 26 e 30, respectivamente. A recorrência familiar foi de 36,7%, com 16,1% de consanguinidade parental. Tratamento específico relacionado à DR esteve presente em 61,7% da amostra, sendo preponderante o medicamentoso com 55,3%, em que 79,1% foi financiado pelo SUS. O acompanhamento com outras especialidades médicas foi de 89,9%, e as especialidades com maiores percentuais foram neurologia (25,8), endocrinologia (21,9%) e oftalmologia (15,8%). Conclusão: É fundamental o conhecimento desses dados epidemiológicos de um centro de referência, para melhor gestão das lindas de cuidado, bem como estabelecimento de medidas de atenção à saúde às DR de forma regionalizada.
Rede Nacional de Doenças Raras (RARAS) (TLO-010)
Milena Artifon, Bibiana Oliveira, Carla Girelli, Amanda Schmidt, Victoria Scheibe, Lorenzo Makariewicz, Julia Milke, Domingos Alves, Rede RARAS, Têmis Félix
Milke JC , Oliveira BM, Lorea CF, Viegas I, Giusti M, Galera MF , Ferraz VE, Schwartz IVD, Félix TM , RARAS Network Group
INTRODUCTION: The newborn screening (NBS) enables early diagnosis and treatment of several rare diseases (RD). Besides red reflex, hearing and pulse oximetry screening, the Brazilian NBS Program involves a blood spot test, including Phenylketonuria; Congenital hypothyroidism; Cystic fibrosis (CF); Congenital adrenal hyperplasia; Biotinidase deficiency and Sickle cell anemia. Given the limited epidemiological data on RD in Brazil, the Brazilian Rare Diseases Network (RARAS) was established aiming to perform a national survey on RD. OBJECTIVES: To analyze the epidemiological data of RD diagnosed through NBS in Brazil using data from the RARAS network. MATERIALS AND METHODS: Retrospective data of cases with confirmed or suspected RD diagnosis in the RARAS' centers between 2018-2019 were collected using RedCap. All cases diagnosed through NBS were included. RESULTS: Out of 12,530 RARAS records, 900 (7.18%) were diagnosed through NBS. Most were born in the Southeast region (42.38%), were female (66.56%) and admixed (50.59%). The mean age at data collection was 12.97 years (±10.54). Diagnosis was confirmed in 97.71% cases; 2.29% were under investigation. The Brazilian Unified Health System funded most diagnoses (98.27%). The most frequent diagnoses were Phenylketonuria (n=454); Congenital hypothyroidism (n=145) and CF (n=117). When excluding the pathologies from the public NBS Program, the most prevalent disorders were Maple syrup urine disease (n=15), Glucose-6-phosphate dehydrogenase deficiency and Galactosemia (n=5). Familial recurrence rate was 12.20% and consanguinity rate was 11.46%. Hospitalization was reported by 201 (22.89%), with a mean of 2.37 hospitalizations/participant, mainly due to CF. The mortality rate was 0.34%, with aminoacidopathies as the leading cause of death. CONCLUSIONS: The low mortality rate of this population compared to the Brazilian infant mortality rate in 2019 (1.33%), and the reduced hospitalization rate compared to the general RARAS' rate (4.12), underline the importance of early diagnosis through NBS for better outcomes. Furthermore, the higher consanguinity rate compared to the Brazilian (1.60%) and RARAS' rate (6.40%), may be due to the autosomal recessive inheritance of most screened diseases. Data show the importance of early diagnosis of life-threatening disorders that were not diagnosed in the public NBS, highlighting the necessity of expansion of screened disorders in this program.
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