O Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS) oferece ensino, pesquisa e atendimento especializado gratuito em Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Pediatria na Região Norte.
O Atlas Brasileiro Online de Doenças Raras é um serviço da Rede Nacional de Doenças Raras. Ele foi criado para disseminar informações sobre epidemiologia, quadro clínico, recursos diagnósticos e terapêuticos usados, e custos relacionados a doenças raras de origem genética e não genética no Brasil.
As doenças raras podem ser definidas como aquelas que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2.000 indivíduos. No Brasil, estima-se que cerca de treze milhões de pessoas possuem alguma doença rara.
Após coletar, armazenar, processar e analisar os dados provenientes do projeto Rede Nacional de Doenças Raras, produzimos e publicamos estudos científicos para revistas e conferências científicas nacionais e internacionais.
Portanto, bem-vindo(a) a nossa lista de publicações. Essas publicações científicas representam um esforço contínuo para o entendimento e a explicação de fenômenos na área das doenças raras.
Esses esforços visam fornecer subsídios úteis e relevantes para a tomada de decisão baseadas em evidências no campo das doenças raras. Corroborando assim para o cumprimento dos objetivos gerais e específicos deste projeto.
A Participação do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina na Rede Nacional de Doenças Raras
Bianca de Lima Ribeiro, Kahue Aluaxe Angelo Galani, Têmis Maria Felix, Rosemarie Elizabeth Schimidt Almeida, Tânia Longo Mazzuco
Este trabalho participou do VII Encontro Anual de Extensão Universitária e XIII Simpósio de Extensão da UEL, na forma de apresentação oral, no dia 13 de novembro de 2024, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Londrina/PR, tendo sido apresentado pela acadêmica de medicina Bianca de Lima Ribeiro, com o seguinte título: A Participação do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina na Rede Nacional de Doenças Raras. As doenças raras (DR) são numerosas, mas acometem uma pequena parcela da população (cerca de uma pessoa a cada 2.000). Para muitas destas doenças, há pouca informação sobre as suas características para seu diagnóstico precoce. O projeto Rede Nacional de Doenças Raras (RARAS) realiza um inquérito sobre o atendimento das doenças raras nas diferentes regiões do Brasil. Nosso objetivo foi introduzir este projeto RARAS na Universidade Estadual de Londrina, promovendo ações de conscientização e integração entre alunos de graduação e docentes profissionais da área da saúde, para consolidar uma rede nacional de DR e divulgar dados locais e informação sobre as DR para todo o público. Registramos os atendimentos de 800 pacientes portadores de acromegalia, síndrome de Prader-Willi, entre outras DR, incluindo diagnóstico, tratamento e acompanhamento clínico e psicológico. Nossa perspectiva é que o HU/UEL possa se tornar um Centro de Referência para atendimento de DR no SUS.
Scortegagna ML, Lorea CF, Oliveira BM, Melo BA, da Silva BR, Viegas I, Baiochi JF, Félix TM, Schwartz IVD, RARAS Network Group
INTRODUCTION: Phenylketonuria (PKU) is an inborn error of amino acid metabolism, with autosomal recessive inheritance. In non-treated patients, clinical signs may appear in the first months of life as hypotonia and neuropsychomotor development delay, in addition to seizures, irritability and a characteristic odor. In Brazil, PKU was one of the first genetic disorders to be included in neonatal screening, with the aim of starting early dietary treatment. OBJECTIVES: To present an overview of PKU in Brazil, using data from the Brazilian Rare Diseases Network (RARAS). MATERIALS AND METHODS: Data from individuals with a confirmed diagnosis of PKU assisted at the centers were included in this study. Cases were collected in the retrospective (2018-2019) and prospective (2022 to May 2024) survey. Data was collected and extracted from the REDCap. RESULTS: 717 individuals were included, 68.9% were female, with a mean age of 16.0 (±11.8) years at the time of data collection. Neonatal screening was responsible for 74.9% of diagnoses, while symptomatic diagnosis represented 22.5%. The largest paying source for diagnoses was the Unified Health System (SUS, 95.6%). The Southeast region had the highest number of diagnoses, with 65.2%, followed by the Northeast region, with 16.3%. CONCLUSION: Although included in neonatal screening since 2000, our data show that almost 1/4 of patients (22.5%) were diagnosed after presenting symptoms. Although the largest source of payment for diagnoses is the SUS, there is great regional inequality. Furthermore, this study corroborates the importance of diagnosis in the neonatal period to begin treatment in the first days of life. The majority of diagnoses in this registry were made through the Brazilian Unified Health System (SUS), highlighting the crucial role of the public healthcare system in neonatal screening and the diagnosis of rare diseases.
Caracterização genético-clínica de pacientes com a síndrome de Wiedemann-Steiner em um Serviço de Referência de Doenças Raras
Ana Mondadori dos Santos, Caio Graco Bruzaca, Luciana Cardoso Bonadia, Carmen Silvia Bertuzzo, Grupo Projeto Genomas Raros, Carlos Eduardo Steiner
Introdução: A síndrome de Wiedemann-Steiner (WDSTS, MIM #605130) é determinada geneticamente e caracterizada por hipertricose cubital, baixa estatura, dismorfismos faciais e distúrbio do neurodesenvolvimento. De herança autossômica dominante, causada por variantes em heterozigose no gene KMT2A, localizado no locus 11q23. Descrevem-se sete pacientes com diagnóstico molecular. Objetivos: Comparar os achados clínicos e moleculares dos pacientes caracterizando em fenótipo típico e atípico. Métodos: Os pacientes representados na amostra fazem parte da casuística do centro de referência em doenças raras da UNICAMP. Todos foram analisados clinicamente e separados em fenótipo típico (clássico) e atípico baseado nos descritores OMIM, Genereviews e duas grandes coortes internacionais. Resultados: Dos sete pacientes analisados (3M:4F), cinco possuem o fenótipo típico, incluindo a paciente da descrição original de Steiner e Marques, 2000. Foram considerados fenótipo atípico os pacientes que não apresentavam características faciais mais frequentes, sendo um avaliado aos 3 meses, sem informações da evolução clínica. Foram realizados testes moleculares confirmatório distintos entre os pacientes, como PCR, painel e exoma. Foi identificado em duas pacientes a mesma variante, mas tratam-se de gêmeas monozigóticas, sem relato de recorrência familiar. Duas grandes coortes de indivíduos com mutações em KMT2A demonstraram alta variabilidade clínica, colaborando para apresentações de um fenótipo expandido. Conclusão: A avaliação de uma coorte local em busca de fenótipos típicos e atípicos possibilitará uma descrição de achados fenotípicos particulares da população brasileira.
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