O Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza (HUBFS) oferece ensino, pesquisa e atendimento especializado gratuito em Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Pediatria na Região Norte.
O Atlas Brasileiro Online de Doenças Raras é um serviço da Rede Nacional de Doenças Raras. Ele foi criado para disseminar informações sobre epidemiologia, quadro clínico, recursos diagnósticos e terapêuticos usados, e custos relacionados a doenças raras de origem genética e não genética no Brasil.
As doenças raras podem ser definidas como aquelas que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil, ou seja, 1,3 pessoas para cada 2.000 indivíduos. No Brasil, estima-se que cerca de treze milhões de pessoas possuem alguma doença rara.
Após coletar, armazenar, processar e analisar os dados provenientes do projeto Rede Nacional de Doenças Raras, produzimos e publicamos estudos científicos para revistas e conferências científicas nacionais e internacionais.
Portanto, bem-vindo(a) a nossa lista de publicações. Essas publicações científicas representam um esforço contínuo para o entendimento e a explicação de fenômenos na área das doenças raras.
Esses esforços visam fornecer subsídios úteis e relevantes para a tomada de decisão baseadas em evidências no campo das doenças raras. Corroborando assim para o cumprimento dos objetivos gerais e específicos deste projeto.
Epidemiologia das Doenças Raras no Brasil: Dados dos Serviços de Referência em Doenças Raras (PE-270)
Bibiana Mello de Oliveira, Milena Artifon, Carla Desengrini Girelli, Amanda Maria Schmidt, Victória Machado Scheibe, Lorenzo Makariewicz, Júlia Cordeiro Milke, Domingos Alves, Rede RARAS, Têmis Félix
Introdução: A Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras foi estabelecida em em 2014. Até o momento foram habilitados 17 Serviços ou Centros de Referência em Doenças Raras (SRDR), entretanto ainda faltam dados epidemiológicos sobre as condições assistidas e os procedimentos realizados. Objetivos: Descrever as patologias assistidas e os procedimentos realizados nos SRDR no período entre 2017 e junho de 2020. Métodos: Estudo descritivo documental com dados coletados por meio do Departamento de Informações do Sistema Único de Saúde (DATASUS) referentes à produção dos SRDR entre 2017 e junho de 2020. Resultados: Dos 17 SRDR habilitados, somente 9 apresentaram produção no período, entretanto 6 foram habilitados em 2016, 1 em 2018 e 2 em 2019. Estes SRDR se localizam na Região Sudeste (3), Sul (2), Nordeste (2) e Centro-Oeste (2). Foram realizados 22.437 procedimentos (2.943±3.653 por centro), destes, 6.771 foram procedimentos de Aconselhamento Genético e o restante (15.666) procedimentos diagnósticos do Eixo I:2 (deficiência intelectual, 28,3%), seguido pelo Eixo I:1 (anomalias congênitas e de manifestação tardia, 24,7%) e Eixo I:3 (erros inatos do metabolismo, 23,3%). Os CIDs mais frequentemente informados foram: F790 - Retardo Mental (RM) não Especificado (1.306, 5,8%), F71.0 - RM Moderado (1.129, 5,02%), Q780 - Osteogênese Imperfeita (1071, 4,76%), Q85.0 - Neurofibromatose (987, 4,38%), G11.2 - Ataxia cerebelar de início tardio (958, 4,26%), Q87.8 - Síndromes com malformações congênitas especificadas (909- 4,04%), F70.0 - RM leve (875, 3,89%), G71.0 - Distrofia muscular (820, 3,64%), entre outras. Conclusão: A classificação CID-10 é conhecida por não ser a classificação ideal para DR, desta forma, outros métodos de classificação devem ser utilizados para identificar estas doenças. Os dados disponíveis referem-se a procedimentos realizados e não a pacientes atendidos, portanto um estudo epidemiológico multicêntrico será fundamental para um melhor reconhecimento da assistência às DR no âmbito do SUS.
Fenilcetonúria: dados da jornada assistencial da Rede Nacional de Doenças Raras - Júlia Cordeiro Milke
Júlia Cordeiro Milke, Mariana Lopes Dos Santos, Victória Machado Scheibe,, Gabriella Zanin Fighera, Betânia de Souza Ponce, Amanda Maria Schmidt, Tatiana Amorim, Márcia Maria Costa Giacon Giusti, Vânia Mesquita Gadelha Prazeres, et al.
INTRODUÇÃO: A fenilcetonúria (PKU) é um erro inato do metabolismo causado por alterações no gene codificador da enzima fenilalanina-hidroxilase, que é responsável pela conversão do aminoácido fenilalanina em tirosina. Com a deficiência dessa enzima, há elevação dos níveis séricos de fenilalanina, que é capaz de atingir o sistema nervoso central e resultar em prejuízos cognitivos. OBJETIVOS: Analisar informações acerca da epidemiologia, diagnóstico, tratamento, desfechos clínicos e qualidade de vida dos pacientes com PKU no contexto da Jornada Assistencial de Valor da Rede Nacional de Doenças Raras. MÉTODOS: Estudo observacional longitudinal multicêntrico da Rede Nacional de Doenças Raras. Foram incluídos pacientes com PKU com acompanhamento nos últimos 12 meses nos 11 centros participantes. Foram aplicados questionários de qualidade de vida EQ-5D, PedsQoL e SF-36 em dois momentos: visita 1 e visita 2 (6 meses após). RESULTADOS: Foram incluídos 194 pacientes, sendo 107 (55,1%) do sexo feminino (média de idade: 16,3 ±10 anos), e 87 (44,8%) do masculino (média de idade: 15,4 ±10,4 anos). 54,1% dos participantes são atendidos na região Nordeste, 25,3% na Sudeste, 8,25% na Centro-Oeste, 8,25% na Norte e 4,1% na Sul. A idade média no diagnóstico foi de 0,49 anos (variação: 0-7). O número médio de médicos especialistas consultados até o momento do diagnóstico foi de 1,92. Foi relatada recorrência familiar em 16 casos. Os tratamentos realizados incluem: fórmula isenta em fenilalanina (n=83); dieta restritiva (n=29); fórmula láctea (n=14); e óleo de girassol (n=4). As dimensões do EQ-5D com maior frequência de problemas moderados/graves foram ansiedade/depressão (47,5%), atividades habituais (32,5%) e dor/mal-estar (25%). No PedsQoL os resultados médios apontam 86,92 (80,7-92,4) na faixa etária de 0 a 4 anos, 73,1 (68,7-77,3) de 5 a 9 anos, 90,91 (86-95) de 10 a 14 anos e 80,67 (69-89,9) de 15 a 19 anos. Por fim, os resultados do SF-36 mostraram escores de 19,6 (14,6-24,9) para dor, 47,9 (45-50,8) para estado geral de saúde e 48,7 (45,9-51,5) para aspectos sociais. CONCLUSÕES: O estudo evidenciou diagnóstico tardio, visto que a recomendação é que este seja feito antes dos 3 meses de vida por meio da triagem neonatal. Ademais, foram evidenciadas altas taxas de problemas com ansiedade/depressão, e maior dificuldade envolvendo dor, estado geral de saúde e aspectos sociais. Com a continuidade do estudo, há perspectiva de seguimento longitudinal de tais casos.
Análises parciais do diagnóstico de Doenças Raras em Hospital Terciário
VICTÓRIA FEITOSA MUNIZ, LÍVIA POLISSENI COTTA NASCIMENTO, MARCELA RODRIGUES NUNES, BIBIANA MELLO DE OLIVEIRA, MARIANE BARROS NEIVA, FILIPE ANDRADE BERNARDI, TÊMIS MARIA FÉLIX, CARLA GRAZIADIO, PAULO RICARDO GAZZOLA ZEN
O presente artigo relata a experiência do serviço de Genética Médica do Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA) / Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), como participante da Rede Nacional de Doenças Raras. Apresenta o perfil de diagnóstico de pacientes portadores de doenças raras atendidos nos períodos de 2018, 2019 e 2022.
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